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Doença do silicone. Ela realmente existe?

A pandemia tem permitido ao médico trocar mais experiências com profissionais do mundo todo, através dos encontros científicos online.

Uma situação que tem aumentado no consultório tem sido o questionamento a respeito da doença do silicone. Realmente ela existe?

Mulheres que possuem prótese de silicone, passam a apresentar inúmeros sintomas após alguns anos deste procedimento: dores articulares, ressecamento ocular, queda de cabelo, unhas fracas, ganho de peso, reações alérgicas inespecíficas. Mas como provar que esses sintomas realmente são decorrentes do silicone?

A única maneira certa é retirar o silicone e observar a melhora dos sintomas. Não existe um exame bioquímico ou radiológico que possa comprovar esta hipótese.

No último Congresso Brasileiro de Mastologia em abril de 2021, tivemos a oportunidade de escutar a Dra. Caroline Glicksman, cirurgiã plástica de New Jersey, pesquisadora acerca deste tema. Segundo ela, não está sendo fácial comprovar a correlação da prótese de silicone e esses sintomas. Mas e aquelas pacientes que retiram as prótese e melhoram seus sintomas Dra. Caroline? Segundo a pesquisadora, chama-se fase de "lua de mel", que dura entre 6 meses e 1 ano..... Outra constatação da pesquisadora é a influência das mídias sociais e dos chamados influenciadores, que disseminam esta teoria, amedrontando as mulheres.

Também em abril, tive a oportunidade de assistir 2 dias inteiros de cirurgias reconstrutivas de mama, do Istituto Europeo di Oncologia em Milano, Itália. Um dos maiores centros de tratamento de câncer de mama da Europa e um dos hospitais que mais realizam este procedimento. Segundo o Dr. Mario Rietjens, diretor da divisão de Cirurgia Reconstrutiva, não existem subsídios para essa teoria.

Portanto, você que está aflita com suas próteses de silicone, tire suas dúvidas com seu médico. É ele que estuda e se dedica aos problemas de saúde. Não forme sua opinião através de blogs e influenciadores digitais.....



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